Com o objetivo de debater o desenvolvimento urbano inclusivo e a autonomia dos cidadãos, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Caçador (ADEAC) promoveu a palestra “Acessibilidade na Prática: Construindo um Futuro sem Barreiras”. O evento, que contou com o patrocínio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), reuniu um público diversificado no auditório da Câmara de Vereadores de Caçador, composto por engenheiros, arquitetos, estudantes e profissionais liberais mobilizados pelo compromisso de transformar o ambiente construído.
A palestra foi ministrada pelo engenheiro civil e de segurança do trabalho Daniel Faganello, especialista no tema. Durante a sua apresentação, Faganello abordou os principais pilares da acessibilidade, unindo o rigor técnico à sensibilidade social. Foram discutidas as legislações vigentes e as normas técnicas nacionais, com especial ênfase na necessidade de um olhar mais criterioso desde a concepção dos projetos arquitetônicos e urbanísticos. De acordo com o palestrante, a verdadeira inclusão de pessoas com deficiência não se resume ao cumprimento burocrático de regras, mas sim a um entendimento profundo do impacto das barreiras físicas na autonomia do cidadão.
Faganello ressaltou ainda a relevância dessa capacitação para o cenário atual, apontando que o mercado de trabalho carece de profissionais especializados em acessibilidade, tornando este um excelente nicho para a engenharia e a arquitetura. Complementando a visão técnica, Eliakin Bueno, Diretor da ADEAC, expressou grande satisfação com o resultado do encontro, classificando-o como um evento altamente inclusivo que alcançou os objetivos da associação ao promover uma forte interação entre o público e o poder público.
O encerramento do evento foi marcado por momentos de grande emoção, com depoimentos de pessoas com deficiência que vivenciam diariamente as dificuldades impostas pela falta de infraestrutura urbana adequada. Os relatos reais proporcionaram um choque de realidade nos participantes, reforçando a urgência de colocar em prática os conceitos discutidos e de consolidar a acessibilidade como um diferencial indispensável para os profissionais da área.
